{"id":5707,"date":"2026-08-24T17:20:54","date_gmt":"2026-08-24T20:20:54","guid":{"rendered":"https:\/\/audiodream.com.br\/?p=5707"},"modified":"2026-08-24T17:20:54","modified_gmt":"2026-08-24T20:20:54","slug":"mercado-da-musica-em-2026-streaming-superfas-ia-e-o-futuro-do-audio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/audiodream.com.br\/en\/mercado-da-musica-em-2026-streaming-superfas-ia-e-o-futuro-do-audio\/","title":{"rendered":"Mercado da M\u00fasica em 2026: Streaming, Superf\u00e3s, IA e o Futuro do \u00c1udio"},"content":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria da m\u00fasica vive um momento raro: nunca se ouviu tanta m\u00fasica, nunca se discutiu tanto como ela vale dinheiro \u2014 e nunca a tecnologia esteve t\u00e3o no centro dessa equa\u00e7\u00e3o. Neste artigo, a gente destrincha o panorama em quatro partes: como est\u00e1 o mercado hoje, streaming e superf\u00e3s, intelig\u00eancia artificial e direitos autorais, e o que os lan\u00e7amentos de \u00e1udio dizem sobre o futuro.<\/p>\n<h2>Como a ind\u00fastria chegou at\u00e9 aqui: tr\u00eas ondas<\/h2>\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o do mercado musical n\u00e3o aconteceu de uma vez \u2014 ela veio em ondas. A primeira foi a crise da pirataria e a queda do CD, que quase quebrou o modelo antigo da ind\u00fastria. A segunda foi o streaming, que resolveu o problema do acesso, mas criou outro: o da monetiza\u00e7\u00e3o por escuta. E agora vivemos a terceira onda, onde <strong>dado, comunidade e intelig\u00eancia artificial<\/strong> decidem quem cresce e quem fica para tr\u00e1s.<\/p>\n<h2>Como est\u00e1 o mercado hoje: tr\u00eas camadas<\/h2>\n<p>Para entender o momento atual, vale olhar para tr\u00eas camadas: <strong>consumo, distribui\u00e7\u00e3o e valor percebido<\/strong>.<\/p>\n<h3>Consumo: o streaming domina a porta de entrada<\/h3>\n<p>Hoje, a maioria absoluta das pessoas descobre m\u00fasica pelo streaming \u2014 Spotify, Apple Music, YouTube Music, Deezer. Isso mudou completamente o comportamento de escuta: menos \u00e1lbum ouvido do in\u00edcio ao fim, mais faixa avulsa, mais playlist algor\u00edtmica. E isso trouxe uma consequ\u00eancia direta para a composi\u00e7\u00e3o: <strong>gancho logo nos primeiros segundos<\/strong>, porque \u00e9 isso que decide se a pessoa pula ou continua.<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a alterou at\u00e9 a estrutura das m\u00fasicas. Antes, uma faixa podia ter trinta segundos de introdu\u00e7\u00e3o instrumental construindo clima. Hoje, a maioria dos sucessos entra com voz ou com o elemento mais marcante nos primeiros cinco a dez segundos. N\u00e3o \u00e9 acidente: \u00e9 resposta direta ao comportamento medido pelas plataformas, onde a taxa de &#8220;pular a faixa&#8221; virou m\u00e9trica t\u00e3o importante quanto o total de streams.<\/p>\n<h3>Distribui\u00e7\u00e3o: acesso democr\u00e1tico, aten\u00e7\u00e3o escassa<\/h3>\n<p>Antes, o gargalo era conseguir uma gravadora, um contrato, um espa\u00e7o no r\u00e1dio. Hoje, tecnicamente, qualquer pessoa pode lan\u00e7ar uma m\u00fasica em minutos. S\u00f3 que isso n\u00e3o significa democratiza\u00e7\u00e3o real de aten\u00e7\u00e3o \u2014 significa <strong>competi\u00e7\u00e3o brutal<\/strong> por um espa\u00e7o editorial cada vez mais escasso: milh\u00f5es de faixas s\u00e3o enviadas por semana, e s\u00f3 uma fra\u00e7\u00e3o chega perto de uma playlist relevante.<\/p>\n<p>E quem decide o que toca mudou de figura. O gatekeeper deixou de ser o diretor art\u00edstico, o programador de r\u00e1dio ou o cr\u00edtico \u2014 e virou uma combina\u00e7\u00e3o de curador humano de playlist editorial com um algoritmo que aprende com o comportamento de milh\u00f5es de ouvintes ao mesmo tempo. Tem lado bom (menos depend\u00eancia de uma pessoa decidindo o gosto de um pa\u00eds) e lado ruim (o algoritmo tende a empurrar o que j\u00e1 se parece com o que j\u00e1 funciona, dificultando a entrada de som realmente novo).<\/p>\n<h3>Valor percebido: audi\u00eancia vira comunidade, comunidade vira receita<\/h3>\n<p>O Goldman Sachs projeta que o mercado global de m\u00fasica continue em expans\u00e3o, com o mercado total quase dobrando at\u00e9 2035 \u2014 puxado por streaming, mercados emergentes e novas fontes de receita ligadas a superf\u00e3s. Repare no detalhe: essa proje\u00e7\u00e3o n\u00e3o fala s\u00f3 de mais gente ouvindo m\u00fasica. Fala de <strong>gente pagando mais, de formas diferentes, por uma rela\u00e7\u00e3o mais profunda com o artista<\/strong>.<\/p>\n<p>Isso explica por que o mercado hoje n\u00e3o premia s\u00f3 quem lan\u00e7a uma m\u00fasica boa \u2014 premia quem constr\u00f3i consist\u00eancia, narrativa, identidade e presen\u00e7a cont\u00ednua. Um artista que some por seis meses compete em desvantagem com outro que est\u00e1 presente toda semana contando a hist\u00f3ria por tr\u00e1s de cada faixa. O algoritmo recompensa frequ\u00eancia e consist\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 qualidade isolada: o artista virou, de certa forma, tamb\u00e9m um criador de conte\u00fado.<\/p>\n<p>E o mercado ao vivo segue como pilar gigante de receita \u2014 muitas vezes maior que o streaming isoladamente, que paga muito pouco por reprodu\u00e7\u00e3o individual. Depois da pandemia, a retomada veio com for\u00e7a: f\u00e3s represados voltaram dispostos a pagar mais por ingresso, experi\u00eancia e proximidade, e o show deixou de ser s\u00f3 &#8220;ver a m\u00fasica ao vivo&#8221; para virar um evento completo, com cenografia e narrativa pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Por fim, os mercados emergentes \u2014 Am\u00e9rica Latina, \u00cdndia, Sudeste Asi\u00e1tico e partes da \u00c1frica \u2014 crescem em assinaturas num ritmo mais acelerado que EUA e Europa, abrindo espa\u00e7o para g\u00eaneros locais ganharem alcance global, como j\u00e1 aconteceu com K-pop, afrobeats e reggaeton.<\/p>\n<h2>Streaming, cat\u00e1logo e superf\u00e3s<\/h2>\n<p>H\u00e1 um padr\u00e3o conectando tudo isso: o dinheiro est\u00e1 migrando de &#8220;m\u00fasica nova, resultado incerto&#8221; para &#8220;ativo comprovado&#8221; \u2014 seja um cat\u00e1logo antigo, seja um f\u00e3 disposto a pagar mais que a m\u00e9dia.<\/p>\n<h3>O cat\u00e1logo virou ativo financeiro<\/h3>\n<p>Fundos de investimento e grandes gravadoras t\u00eam comprado cat\u00e1logos inteiros de artistas consagrados. O motivo \u00e9 simples: uma m\u00fasica antiga com hist\u00f3rico comprovado de streams \u00e9 um <strong>ativo previs\u00edvel<\/strong> \u2014 j\u00e1 provou que gera receita ano ap\u00f3s ano. \u00c9 quase l\u00f3gica de mercado financeiro aplicada \u00e0 m\u00fasica. E isso muda a carreira dos artistas: manter os direitos autorais do pr\u00f3prio cat\u00e1logo virou decis\u00e3o estrat\u00e9gica, n\u00e3o s\u00f3 criativa.<\/p>\n<h3>O superf\u00e3 como motor de receita<\/h3>\n<p>A l\u00f3gica est\u00e1 mudando: em vez de depender apenas de volume bruto de plays, a estrat\u00e9gia atual tenta identificar quem realmente quer consumir mais. Isso aparece em clubes exclusivos, conte\u00fado de bastidor, pr\u00e9-venda, edi\u00e7\u00f5es limitadas, merchandising e comunidades fechadas.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>M\u00faltiplas vers\u00f5es f\u00edsicas<\/strong> \u2014 vinil colorido, CD com capa alternativa, caixa especial com p\u00f4ster e carta assinada: n\u00e3o \u00e9 sobre o suporte em si, \u00e9 sobre criar um objeto de colecionador<\/li>\n<li><strong>O renascimento do vinil<\/strong> \u2014 vende mais que o CD em alguns mercados: o objeto f\u00edsico virou s\u00edmbolo de pertencimento, quase um certificado de f\u00e3 &#8220;de verdade&#8221;<\/li>\n<li><strong>Comunidades fechadas<\/strong> (Discord e similares) \u2014 o artista compartilha demo e bastidor antes do lan\u00e7amento, criando proximidade que nenhuma plataforma tradicional entrega<\/li>\n<li><strong>Pr\u00e9-venda combinada<\/strong> \u2014 comprar o disco garante prioridade de fila no show<\/li>\n<li><strong>Assinatura direta artista\u2192f\u00e3<\/strong> \u2014 mensalidade fixa por m\u00fasica exclusiva, playlist antecipada e bate-papo, devolvendo ao artista receita e controle que ficavam com plataformas e gravadoras<\/li>\n<\/ul>\n<p>A briga por essa aten\u00e7\u00e3o chegou a for\u00e7ar mudan\u00e7as de regra: institutos como a Billboard j\u00e1 ajustaram o c\u00e1lculo de vendas para impedir que camisetas empacotadas com download digital inflassem posi\u00e7\u00f5es de parada artificialmente. Regra mudando quase todo ano mostra o tamanho do jogo.<\/p>\n<p>A li\u00e7\u00e3o central: <strong>engajamento profundo vale mais que audi\u00eancia passiva<\/strong>. Cem mil ouvintes casuais que nunca compram nada valem, financeiramente, menos que cinco mil f\u00e3s dispostos a gastar de verdade.<\/p>\n<h3>Qualidade de \u00e1udio: o superf\u00e3 tamb\u00e9m paga por isso<\/h3>\n<p>Outra frente de monetiza\u00e7\u00e3o que cresceu: tiers de assinatura em <strong>\u00e1udio sem perda (lossless\/hi-res)<\/strong>. Plataformas perceberam que existe uma fatia de assinantes disposta a pagar mais s\u00f3 para ouvir a mesma m\u00fasica com fidelidade maior \u2014 e esse p\u00fablico costuma ser exatamente o mesmo que investe em fones e equipamentos de qualidade. Os dois mercados se alimentam um do outro: a mesma pessoa que compra vinil colorido e entra em comunidade fechada tamb\u00e9m tende a valorizar um fone de verdade. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia \u2014 \u00e9 o mesmo perfil de consumidor, disposto a pagar mais por uma experi\u00eancia sonora que entrega o que promete.<\/p>\n<h2>IA, distribui\u00e7\u00e3o e direitos autorais<\/h2>\n<p>E por falar em autenticidade, chegou a hora do assunto que mais tensiona essa conversa: a intelig\u00eancia artificial. Em 2026, IA, autenticidade, licenciamento e direitos autorais seguem no centro da discuss\u00e3o da ind\u00fastria. A IA acelera produ\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o, marketing e personaliza\u00e7\u00e3o \u2014 e, ao mesmo tempo, cria tens\u00e3o sobre originalidade, autoria e remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Camada 1: o jur\u00eddico<\/h3>\n<p>Modelos de IA foram treinados em bases enormes de m\u00fasica protegida por direito autoral, muitas vezes sem licenciamento expl\u00edcito. J\u00e1 existem processos judiciais de grandes gravadoras contra empresas de IA generativa, e o resultado dessas disputas deve definir quanto custar\u00e1 treinar modelos em cima de m\u00fasica protegida. Enquanto a Justi\u00e7a decide, a ind\u00fastria cria solu\u00e7\u00f5es paralelas: sistemas de identifica\u00e7\u00e3o de conte\u00fado com &#8220;digital fingerprint&#8221; adaptados para rastrear trechos de m\u00fasica protegida dentro de faixas geradas por IA. A detec\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 perfeita \u2014 principalmente quando a IA aprende &#8220;estilo&#8221; em vez de copiar literalmente, o que levanta uma pergunta ainda sem resposta: <strong>estilo musical pode ser protegido por direito autoral, ou s\u00f3 a grava\u00e7\u00e3o espec\u00edfica?<\/strong><\/p>\n<h3>Camada 2: o volume<\/h3>\n<p>As plataformas recebem uma enchente de faixas geradas inteiramente por IA, em ritmo que nenhum humano conseguiria acompanhar. O problema pr\u00e1tico: como manter a descoberta musical funcionando com volume artificial e desproporcional? Algumas plataformas j\u00e1 testam r\u00f3tulos de transpar\u00eancia avisando quando uma faixa foi gerada, no todo ou em parte, por IA.<\/p>\n<h3>Camada 3: voz e identidade<\/h3>\n<p>Ferramentas que clonam voz de artistas \u2014 vivos ou falecidos \u2014 levantam uma discuss\u00e3o \u00e9tica e legal nova: quem autoriza o uso da voz de algu\u00e9m para cantar uma m\u00fasica que essa pessoa nunca gravou? J\u00e1 existem casos de faixas com voz clonada viralizando antes de qualquer posicionamento oficial. O mercado est\u00e1 sendo for\u00e7ado a criar regras de consentimento, remunera\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia que antes n\u00e3o existiam \u2014 e profiss\u00f5es inteiras (m\u00fasico de est\u00fadio, arranjador, compositor de jingle) j\u00e1 sentem a press\u00e3o de clientes testando IA como alternativa mais barata.<\/p>\n<h3>Os dois caminhos que crescem ao mesmo tempo<\/h3>\n<p>O mercado est\u00e1 se dividindo em duas dire\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas: de um lado, conte\u00fado gerado ou assistido por IA em volume industrial; do outro, a <strong>autenticidade humana virando produto premium<\/strong> \u2014 o selo &#8220;gravado por humanos, ao vivo, sem edi\u00e7\u00e3o artificial&#8221; como diferencial de marketing. E o superf\u00e3, que valoriza rela\u00e7\u00e3o real com o artista, tende a rejeitar conte\u00fado puramente sint\u00e9tico.<\/p>\n<p>Mas nem tudo \u00e9 alarme. O ponto mais interessante n\u00e3o \u00e9 tratar a IA como substituta da criatividade, e sim como <strong>ferramenta de amplifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: rascunho r\u00e1pido de arranjo, teste de melodia, organiza\u00e7\u00e3o de cat\u00e1logo por semelhan\u00e7a sonora, campanhas personalizadas em escala. Nada disso substitui a decis\u00e3o criativa final \u2014 s\u00f3 acelera o caminho at\u00e9 ela. O elemento humano n\u00e3o desaparece: ele fica mais caro, mais valorizado e mais central como argumento de venda.<\/p>\n<p>O recado real: a IA n\u00e3o est\u00e1 destruindo nem salvando sozinha a ind\u00fastria. Ela est\u00e1 for\u00e7ando artista, gravadora, plataforma e legislador a decidir, r\u00e1pido, que regras v\u00e3o valer daqui pra frente. E quem entender essas regras primeiro sai na frente.<\/p>\n<h2>Lan\u00e7amentos de \u00e1udio: o que o equipamento diz sobre o futuro<\/h2>\n<p>Essa mesma tens\u00e3o entre tecnologia e autenticidade aparece no equipamento que toca a m\u00fasica. O recado do mercado \u00e9 claro: existe espa\u00e7o tanto para inova\u00e7\u00e3o quanto para refinamento \u2014 e n\u00e3o basta mais lan\u00e7ar produto com boa ficha t\u00e9cnica. O consumidor quer <strong>proposta, identidade e clareza de uso<\/strong>.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Personaliza\u00e7\u00e3o de perfil auditivo<\/strong> \u2014 fones que fazem um teste r\u00e1pido de audi\u00e7\u00e3o e ajustam o equalizador para o seu ouvido espec\u00edfico, resolvendo o problema do ajuste gen\u00e9rico de f\u00e1brica<\/li>\n<li><strong>Wireless e DSP mais sofisticados<\/strong> \u2014 multiponto real, troca autom\u00e1tica de fonte, processamento digital transparente: sair do notebook e entrar na liga\u00e7\u00e3o do celular sem reconectar<\/li>\n<li><strong>\u00c1udio espacial e imersivo<\/strong> \u2014 deixou de ser exclusividade de fone caro; a r\u00e9gua de expectativa subiu para profundidade e posicionamento, n\u00e3o s\u00f3 volume e grave<\/li>\n<li><strong>Formato port\u00e1til e discreto<\/strong> \u2014 qualidade de refer\u00eancia sem cara de est\u00fadio, para o consumo h\u00edbrido (trabalho, academia, transporte no mesmo dia)<\/li>\n<li><strong>Design premium e assinatura sonora de marca<\/strong> \u2014 personalidade de som reconhec\u00edvel, como o som de porta de um carro de luxo<\/li>\n<li><strong>Sustentabilidade<\/strong> \u2014 pl\u00e1stico reciclado, bateria substitu\u00edvel, pol\u00edtica de reparo em vez de descarte, respondendo \u00e0 press\u00e3o do p\u00fablico mais jovem<\/li>\n<li><strong>Firmware como diferencial cont\u00ednuo<\/strong> \u2014 o mesmo fone ganhando fun\u00e7\u00e3o nova meses depois, evoluindo como um celular<\/li>\n<li><strong>Fone como servi\u00e7o<\/strong> \u2014 assinatura mensal com upgrade peri\u00f3dico, baixando a barreira de entrada e criando receita recorrente para a marca<\/li>\n<li><strong>Certifica\u00e7\u00e3o independente<\/strong> \u2014 selos e reviews t\u00e9cnicos de bancada como contrapeso \u00e0 especifica\u00e7\u00e3o inflada, problema hist\u00f3rico do mercado de \u00e1udio<\/li>\n<\/ul>\n<p>O resultado: o \u00e1udio est\u00e1 cada vez mais segmentado \u2014 refer\u00eancia t\u00e9cnica, mobilidade, assinatura musical, uso profissional, luxo. O modelo &#8220;serve pra tudo&#8221; perde espa\u00e7o para o modelo &#8220;resolve bem uma necessidade espec\u00edfica&#8221;. E o consumidor de hoje \u2014 especialmente o superf\u00e3 \u2014 sabe reconhecer a diferen\u00e7a entre marketing vazio e engenharia que realmente entrega. O mesmo p\u00fablico que paga por proximidade com o artista \u00e9 o que sustenta o mercado de \u00e1udio sofisticado: \u00e9 o mesmo comportamento de consumo aparecendo em dois mercados ao mesmo tempo.<\/p>\n<h2>O panorama em resumo<\/h2>\n<p>A m\u00fasica continua crescendo, mas com novas regras: a aten\u00e7\u00e3o ficou mais cara, a distribui\u00e7\u00e3o mais competitiva, a IA entrou de vez na conversa, e o relacionamento com o p\u00fablico virou ativo estrat\u00e9gico. Nos lan\u00e7amentos de \u00e1udio, a tend\u00eancia \u00e9 parecida \u2014 menos espa\u00e7o para produto gen\u00e9rico, mais espa\u00e7o para marcas que combinam engenharia, posicionamento e experi\u00eancia real de uso. Em outras palavras, o mercado quer mais do que novidade: <strong>quer relev\u00e2ncia<\/strong>.<\/p>\n<h2>Frequently Asked Questions<\/h2>\n<p><strong>O mercado da m\u00fasica est\u00e1 crescendo ou encolhendo?<\/strong><br \/>Crescendo. Proje\u00e7\u00f5es (Goldman Sachs) indicam quase dobra do mercado total at\u00e9 2035, puxadas por streaming, mercados emergentes e receitas de superf\u00e3s.<\/p>\n<p><strong>Por que cat\u00e1logos antigos valem tanto hoje?<\/strong><br \/>Porque s\u00e3o ativos previs\u00edveis: j\u00e1 provaram gera\u00e7\u00e3o de receita ano ap\u00f3s ano, diferente de lan\u00e7amentos novos e incertos.<\/p>\n<p><strong>IA vai substituir artistas?<\/strong><br \/>N\u00e3o substitui a decis\u00e3o criativa \u2014 mas muda as regras: autenticidade humana vira diferencial premium e a ind\u00fastria corre para definir novas regras de autoria e remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 a l\u00f3gica do superf\u00e3?<\/strong><br \/>Focar em poucos milhares de f\u00e3s dispostos a pagar de verdade, em vez de milh\u00f5es de ouvintes casuais \u2014 por assinatura direta, edi\u00e7\u00f5es limitadas, comunidades e experi\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Qualidade de \u00e1udio e streaming andam juntos?<\/strong><br \/>Sim. Tiers lossless\/hi-res crescem e atraem exatamente o p\u00fablico que investe em fones e equipamentos de qualidade.<\/p>\n<h2>M\u00fasica, \u00e1udio e o que vem pela frente<\/h2>\n<p>Se a ind\u00fastria da m\u00fasica est\u00e1 cada vez mais orientada por dados, comunidade e tecnologia, o \u00e1udio acompanha o mesmo movimento \u2014 e isso deve definir os pr\u00f3ximos ciclos de crescimento e diferencia\u00e7\u00e3o, tanto para quem faz m\u00fasica quanto para quem faz o equipamento que leva essa m\u00fasica at\u00e9 o seu ouvido. E a Audio Dream faz parte dessa conversa: <a href=\"https:\/\/audiodream.com.br\/en\/contato\/\"><strong>fale conosco<\/strong><\/a> para saber mais sobre fones pensados como tecnologia pessoal \u2014 ou explore a linha completa de <a href=\"https:\/\/audiodream.com.br\/en\/product-category\/fones\/\"><strong>IEMs Audio Dream<\/strong><\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria da m\u00fasica vive um momento raro: nunca se ouviu tanta m\u00fasica, nunca se discutiu tanto como ela vale dinheiro \u2014 e nunca a tecnologia esteve t\u00e3o no centro dessa equa\u00e7\u00e3o. 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